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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

COLÉGIO TÉCNICO – COLTEC

DISCIPLINAS: BIOLOGIA- ROSILENE SIRAY/ GEOGRAFIA-ELIANO FREITAS

ALICE FURBINO

GUSTAVO PRADO

KARINE GONÇALVES

MIRIAN OLIVEIRA

MARIA LUIZA ALMEIDA

TIFANY GONÇALVES

RELATÓRIO DE CAMPO: PARQUE DAS MANGABEIRAS

BELO HORIZONTE

ABRIL 2013

Relatório de campo

Descrição das paradas - Parque das Mangabeiras

Nossa primeira parada foi logo após a entrada do parque. Mesmo andando apenas um pouco, pudemos observar uma notável diferença no clima. Era mais quente, mais seco. A vegetação do local também era mais seca, principalmente nos galhos e troncos, que também eram finos e tortuosos. As árvores não atingiam altura muito alta, estando entre baixo e médio porte. Raramente havia presença de folhas, e das poucas que haviam, grande parte eram folhas pequenas e secas. Também encontramos pouquíssimo material em decomposição (húmus) no solo ou no caule das árvores. Mas por quê? Relacionamos o aspecto da vegetação com a altitude da serra sendo o fator de maior interferência. O ponto em que estávamos era um ponto alto, portanto o solo era de aspecto mais seco e rochoso. O solo rochoso impossibilita o desenvolvimento de árvores muito altas, o que torna a área um local mais aberto. Com isso, a incidência do sol nas árvores é muito mais forte, tornando-as secas e com galhos quebradiços. A presença do sol incide também nas folhas, secando-as antes que fiquem grandes. Com isso, não há material em decomposição. O fato de o sol bater de uma forma mais direta no local também interfere na fauna do local: quase não encontramos animais no local, e os vestígios que haviam indicavam a presença de alguns répteis e insetos, que são os seres mais aptos a sobreviverem em uma condição como essa. Como conclusão, tomamos que essa primeira parada tinha características evidentes de cerrado.

Após o fim da primeira parada, andamos alguns metros até pararmos em um determinado ponto da trilha. Era a primeira parte da Parada 2. Logo pelo caminho já percebemos algumas mudanças entre as características e pudemos notar que, à medida que andávamos, o clima ia ficando mais frio e úmido. Era uma área de transição entre o Cerrado e a Mata Atlântica. Quando paramos, percebemos que o clima era frio e muito úmido, e as árvores eram de médio porte, tendo em torno de dez metros de altura. Percebemos, também, que o ponto em que estávamos era mais baixo do que o ponto da parada anterior. Começamos olhando o solo. O meio-fio era repleto de musgo, que ia se estendendo até sumir por entre a grande camada de material em decomposição que havia no chão. As árvores, surgindo por entre o húmus, haviam troncos grossos e enormes, que eram cobertos de liquens e lodo. A casca, antes seca, era agora formada por fungos. Os galhos eram bem maiores, assim como as folhas. As folhas de algumas árvores chegavam a ser maiores do que uma pessoa de estatura média. A mata agora era bem mais densa, e o chão bem mais molhado. Mas qual a relação entre todos estes itens? Simples: como estávamos em um ponto mais baixo da serra, o solo era mais argiloso. O solo argiloso é mais propício ao desenvolvimento de plantas grandes, tornando a mata mais fechada. A mata fechada diminui a incidência direta do sol, fazendo com que as folhas adquiram um tamanho maior. Isso também facilita o acúmulo de material em decomposição no solo, que ajuda ainda mais no crescimento das árvores. Portanto, a incidência do sol pela manhã ou ao fim da tarde, no local, não é muita, deixando o clima frio e úmido. O clima úmido faz com que o lodo se acumule. O número de animais que vimos foi pequeno, porém ainda maior do que na parada 1. Vimos borboletas, mariposas, micos, formigas, entre outros animais. Concluímos, assim, que era uma parada com características de Mata Atlântica, porém ainda com algumas características do cerrado.

Prosseguimos com nossa caminhada e observamos que, a medida que íamos andando, a mata ia ficando cada vez mais densa e fechada. Havia uma presença significativa de cipós. As copas das árvores eram bem mais largas em relação à primeira parte, e com um número bem maior de galhos, que eram grandes. Subimos, então, ao mirante do parque. De lá, pudemos observar de cima tudo que estivemos observando de dentro. Vimos a área de transição entre as características do cerrado e da mata atlântica, e que quanto maior a altura da serra mais rala é a vegetação. Observamos, também, a presença de algumas plantas exóticas, como pinheiros, no topo das serras. O que explica o fato da vegetação ser mais rasteira nos pontos mais altos, é justamente o que explica o fato de a vegetação ser mais densa nos vales em que estivemos nessa parada. Quanto mais alto é determinado ponto da serra, mais rochoso será o seu solo. E, como vimos, o solo rochoso é menos propício ao desenvolvimento de plantas altas. No geral, a segunda parada foi toda uma transição entre Cerrado e Mata Atlântica.

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